Estava lendo um post sobre utilização de dinheiro no exterior, muito bem escrito por sinal, no blog vacatip (Vacation Tip) do Vinícius Corrêa, e me lembrei de um experimento que realizei na última vez que fiz uma viagem para fora.
Sempre que precisei viajar para fora, utilizei-me de cartões de crédito, tanto para saque de dinheiro em espécie, quanto para compras de produtos e serviços. Nunca fiz compras em casas de câmbio nem utilizei travellers checks, e no final das contas quando comparei com colegas que viajaram na mesma época, acabei levando vantagem nas taxas de conversão. Uma coisa que me preocupava entretanto, eram as tarifas de saque e as conversões entre a moeda original e o dólar, já que em toda compra com cartão internacional, ocorrem até duas conversões: primeiro da moeda original para o dólar americano, e depois de dólar para real.
Em abril de 2009 estive na Argentina, e fiz então o seguinte teste: realizei dois saques em dois cartões de créditos diferentes, um HSBC Goldcard Visa e um Itaucard Gold Mastercard, no mesmo valor (100 pesos) e na mesma data e mesmo terminal de saque, com um intervalo de 3 minutos entre cada transação.
Ambos os cartões venciam em datas próximas (dia 21/04 para o Itau e 28/04 HSBC) então fixadas as outras condições, (teoricamente) não deveriam haver muitas diferenças entre os dois. Seguem os resultados do teste:


A utilização de cartões de crédito em favor de outros meios para pagamento no exterior pode ser mais vantajosa financeiramente, porém é extremamente importante certificar-se das taxas de câmbio e tarifas cobradas pela sua operadora de cartão de crédito. No caso acima, transações no mesmo dia e hora e valor, deram uma diferença final de 15% no valor total pago.
Fernando,
Muito obrigado pela citação e pelo exemplo passado!
O que eu faço é sempre ligar no cartão antes para checar a tarifa de saque. Alguns bancos cobram uma taxa fixa, outros uma porcentagem sobre o valor do saque. Ou seja, dependendo do valor do saque pode valer à pena um ou outro cartão. E atenção que na Am. Latina (por exemplo Argentina, Peru e Bolivia) os caixas eletrônicos impõe um limite de saque muito baixo por transação (normalmente 100 dólares). Se você precisar de muito dinheiro, vai precisar fazer vários saques – por isso a importância de saber as tarifas antes.
Fernando, o site http://www.viajenaviagem.com/2009/05/pros-x-contras-dolar-euro-peso-real-travelers-cartao-de-credito-saque-internacional-ou-visa-travel-money/ também contém muitas informações úteis sobre o assunto.
Outra conclusão: Itaú cobra menos que HSBC.
Fernando.
Tenho viajado e feito saque com meu cartão de débito do Bradesco. Tenho achado interessante mas não sei exatamente o diferencial taxa de conversão. Vc sabe onde posso ler algo a respeito? Obrigado.
Bom dia Gilberto,
Ainda não verifiquei isso por mim mesmo, mas o que eu ouvi dizer é que a taxa de conversão do Bradesco, pelo menos no cartão de crédito, é um pouco menos competitiva que a de outros bancos, como o Itaú. Fiz algumas compras no meu cartão Bradesco em dólar esse mês, e estou esperando minha fatura chegar para poder conferir. Posto uma resposta quando tiver os dados.
Fernando,
Obrigado Fernando. Faço os saques no cartão de débito do Bradesco e compras no cartão de crédito do Itaú. Seria, talvez, interessante saber os valores de fechamento do cartão de débito do Itaú no exterior. Tenha um bom dia!
Gilberto,
Acabei de postar um artigo no BankReview sobre esse assunto. Na minha experiência pelo menos a taxa do Bradesco foi menos competitiva mesmo: http://www.bankreview.com.br/taxas-usd-cartao-credito/ .
o cartão de crédito Gold é o mesmo que cartão de crédito Internacional.