Nesse post faço um breve relato da minha última viagem feita majoritariamente pela Delta, de Curitiba a Richmond. A câmera do celular não ajudou muito, mas a ideia é dar uma visão geral de como foi a experiência e talvez te ajudar a decidir se voa ou não com a Delta.
Como meu programa de fidelidade aéreo primário é o Smiles, tenho certa preferência por voar Delta, já que com a parceria Gol-Delta é possível creditar qualquer vôo Delta em sua conta Smiles, honrando inclusive os bônus de seu cartão Smiles Prata/Ouro/Diamante. Entretanto como viajo muito mais a trabalho do que pessoalmente, e a política de viagens da empresa para a qual trabalho requer que eu dê preferência a tarifas negociadas mais baratas, as últimas vezes que fiz o trajeto CWB-JFK, foi via Tam.
Fiquei muito bem impressionado com o serviço da Tam na cabine executiva entretanto, e assim é o que vou usar de referência para avaliar o trecho GRU-JFK pela Delta.
O trajeto completo ficou: CWB-GRU, GRU-JFK, JFK-RIC. Curiosamente, nas emissões que tenho feito pela agência de viagens da empresa, continuam me emitindo as pernas a partir de Curitiba pela Tam, e não pela Gol, que aparentemente seria a parceira prioritária da Delta para estes vôos.
Como para quase todo vôo internacional, não temos opção com saída de Curitiba, então a maioria dos curitibanos acaba saindo via GRU ou GIG. Como a opção pela Delta fazia mais sentido pelos trechos domésticos dentro dos EUA, e a Delta tem mais vôos saindo de GRU, acabamos optando por GRU novamente.
O trecho CWB-GRU foi pela Tam, no sábado dia 26, JJ3156, Airbus 319. Check-in tranquilo na Tam, a fila do prioridade Vermelho tinha umas 3 pessoas na frente mas andou bem rápido. O atendente me perguntou se eu preferia redespachar a bagagem somente no JFK ou se queria ter que redespachar em GRU. Pedi a primeira opção obviamente (!) e despachei as duas bagagens. Como faço hoje em dia em toda viagem longa após ter tido uma mala destruída em uma viagem anterior, usei o serviço de SecureWrap, que no Afonso Pena está em R$ 28,00 por bagagem.
Deveria ter saído as 04:32pm de CWB mas atrasou quase meia hora. O vôo estava completamente lotado, e alguns passageiros estavam lutando para tentar empurrar mais malas nos compartimentos de bagagens, o que acabou atrasando ainda mais a saída.
Fora isso o vôo foi tranquilo. Se antigamente a Tam era a escolha de algumas pessoas por ter lanches quentes até em trechos curtos, ela tem mostrado que tem aprendido com a Gol em termos de redução de custos: o lanche no vôo foi somente um micro-pacote de amendoins e sucos/refrigerantes.
Check-in em Guarulhos no balcão da Delta foi super-tranquilo. A fila da classe econômica estava dando voltas no saguão mas na executiva não tinha ninguém. Me emitiram os tickets de embarque já para o trecho doméstico (JFK-RIC) e me orientaram novamente que teria que redespachar as bagagens nos EUA.
Apresentei o meu cartão do Smiles ao invés do Delta SkyMiles, e foi bem tranquilo para ter a pontuação creditada. No cartão de embarque já veio impresso ‘G3 ‘ seguido pelo meu número Smiles. Três dias depois dos vôos que fiz pela Delta os pontos já estavam creditados na minha conta Smiles, inclusive com os bônus do cartão Diamante.
Também me deram o convite para entrar na Sala Vip da Delta, no segundo andar após passar pela segurança e alfândega:
A sala estava bem lotada, e como tinha que trabalhar um pouco acabei descendo para o primeiro andar novamente e indo para um dos portões de embarque que estavam mais tranquilos.
O vôo era o DL 0120, saindo de GRU as 08:20pm, chegando as 05:25am no JFK, para pegar a conexão para RIC às 8:15am, portanto com bastante folga. Aeronave Boing 767, com cabine executiva para 36 assentos, em configuração 2-2-2. O embarque foi anunciado por volta das 07:40pm, respeitando a prioridade para BusinessFirst. Aliás a Delta é uma das empresas que mais parece obrigar essa regra. Em um vôo que fiz de JFK para GRU ano passado, foi até um pouco constrangedor, uma mulher foi tentar embarcar enquanto estavam chamando só prioridades e BusinessElite, o funcionário/segurança foi bem grosseiro, quase expulsando ela da fila a grito.
Poltrona reclinável com apoio para os pés, kit de travesseiro e coberta. A poltrona parece um pouco menor que a da Tam. Os monitores para entretenimento individual também são menorzinhos. Faz algum tempo a Delta aboliu a primeira classe, e agora só tem a BusinessElite, então se você faz questão de mais espaço, a opção penderia para a Tam.
Logo após todos embarcarem os comissários distribuíram os Kits de viagem, com os itens usuais, incluindo descanso para os olhos e protetor auricular, excelente dupla para poder dormir com mais facilidade durante o vôo:
Não foi distribuído nenhum material de leitura, como a Tam costuma fazer (nos últimos vôos com destino ao JFK que fiz pela Tam, ofereceram várias revistas nacionais e internacionais, como Exame, Caras, Newsweek, Veja e alguns jornais).
Apesar disso o sistema de entretenimento de bordo era bem completo, com diversas opções de filmes, seriados e programas de TV, além de músicas e informações de vôo:
Um ponto importante entretanto: todo o material estava disponível somente em inglês na maioria dos casos. Alguns filmes tinham a opção de áudio em francês ou alemão, mas nada em português (nem legendas). Novamente a Tam oferece um serviço mais completo nesse quesito, com todo o conteúdo disponível em espanhol, inglês e português, apesar de não ter uma variedade de conteúdo tão ampla quanto a Delta.
O serviço de bordo contemplava jantar e café da manhã na chegada:
Apesar da lista de pratos dar a impressão de uma possibilidade maior de escolha, na prática a opção de entrada era uma só, com sopa opcional, e a única escolha na verdade era o prato principal. Novamente opção de cardápio somente em inglês. Pedi o Parmesan Crusted Chicken Breast, com salada de entrada. Para sobremesas tinham algumas opções tradicionalmente americanas (como sundae e cheesecake), e acabei optando pelo cheesecake. Pensando em serviço de bordo para classe executiva, achei um pouco abaixo da média. O serviço da AeroMéxico e da Tam tem opções mais variadas e saborosas de pratos.
Tinha uma carta de vinhos com cerca de 8 opções, porém como não bebo não pude avaliar esse aspecto. Café da manhã um pouco mirrado na chegada, esse sim bem mais fraco que a Tam costuma oferecer nesse mesmo trajeto, e inferior até ao que eu havia provado na perna de volta (GRU-JFK), com a Delta em maio do ano passado. Ponto de melhoria para a Delta.
O vôo foi relativamente tranquilo, com a turbulência usual ao passar pela América Central antes de entrar nos Estados Unidos continental, mas nada muito forte. Chegada pontual no JFK. Como chegamos cedo demais, o serviço de imigração do terminal 1/2 ainda não estava funcionando, e tivemos que ir para o Terminal 4, onde a Tam opera. Como não lembrava onde era o balcão de atendimento da Delta no T4, fui até o balcão da Tam onde me informaram. Confirmei o portão de saída do meu vôo para Richmond e tive que tomar um ônibus que ia do Terminal 4 para o 2, saindo do portão B23.
A espera no JFK até que não foi tão longa, e o vôo para RIC chamou no horário para embarque. Para minha surpresa entretanto o embarque foi feito em um portão externo. Por azar tinha esquecido minha jaqueta em uma das bagagens que despachei, e lá estava eu a -3oC, geando, de camiseta polo.
O avião era um Embraer 135, operado pela CHAUTAUQUA DBA/DELTA CONNECTION, tempo de vôo previsto de 1:41 para percorrer as 286 milhas até Richmond:
Estava empolgado em viajar em um Embraer novamente (a última vez tinha sido na Azul, no E190), mas não tinha me tocado que era o E135 era um avião de porte bem menor. Para vocês terem uma ideia, como não tinha muito espaço para as bagagens de mão nos compartimentos de bagagem, a aeromoça anunciou que quem precisasse era só avisar que eles abririam o bagageiro externo e colocariam lá na mão o que fosse preciso.
Na foto acima dá para ter uma noção melhor do espaço interno. Mal dava para ficar de pé sem encostar a cabeça no teto, e eram somente 3 fileiras de poltronas, uma seguido por um par à direita.
Bem espartano, com um biscoito tradicional americano e algumas opções de bebidas:
De qualquer maneira, como no último vôo de curta duração em trecho doméstico que eu tinha feito pela Delta (ORD-MSP) o único serviço de bordo tinha sido a comissária de bordo passando com uma garrafa de água mineral a temperatura ambiente debaixo do braço, em termos comparativos o serviço foi excelente! Melhor que o pacotinho de amendoim da Tam no trecho CWB-GRU.
O vôo foi um pouco turbulento. Final de março o inverno ainda não tinha decidido sair de cena completamente e nevando em Richmond. De uns 40 minutos antes do final do vôo até o pouso, o serviço de bordo foi interrompido e fomos com turbulência basicamente até a chegada. Ao pousar, deu para ver alguns ‘carros pipa’ jogando água em alguns aviões que tinham sido congelados pela neve.
Apesar de tudo o vôo atrasou muito pouco, chegando cerca de 10 minutos após o horário previsto. As bagagens estavam disponíveis em pouco tempo nas esteiras, e o ProtectBag mostrou o seu valor. Quando cheguei no hotel em Williamsburg,VA (depois de mais 1 hora de viagem de carro) vi que em cima do plástico do ProtectBag tinha neve, terra e água, que teriam ido para minha bagagem caso eu não as tivesse plastificado.
Assim que der posto os outros trechos da viagem. Em particular, consegui testar o serviço de internet da Delta em vôo quando fiz ATL-MEX na outra semana, e fiquei muito bem impressionado com o serviço.
Caraca, relatório completo. Parabéns. Voltei de Delta mês paasado, vindo de Atlanta e achei bem confortável a BusinessElite. Abs,