Acompanhando os comentários do www.AquelaPassagem.com.br no tópico do ITAUCARD: Pague Contas com Juros Pro Rata Até Quando?, vi o link para a seguinte matéria na Revista Viagem e Turismo: O Homem que calculava. Na reportagem de Fevereiro de 2010, eles entrevistam o contador curitibano “VT”, de 34 anos, que está prestes se tornar o maior milheiro Smiles do Brasil, com um saldo de 1 milhão de milhas aéreas, e o mais curioso, segundo ele próprio, todo esse acúmulo vindo da utilização do Pague Contas do cartão de crédito. Surpreende ainda o prazo: segundo a entrevista, ele começou a acumular milhas no Pague Contas somente no final de 2008.
Vamos supor que ele tenha um cartão de crédito que lhe permita acumular 1.5 pontos por dólar gasto, e que a taxa de conversão pontos-milha desse cartão seja 1:1. Na entrevista ele menciona que o começo do seu acúmulo de milhas se deu no final de 2008, e a entrevista data de fevereiro de 2010. Vamos supor então que o período de acúmulo das milhas seja de outubro de 2008 até janeiro de 2010, perfazendo 16 meses completos. As informações do valor total das milhas parecem um pouco desencontradas na reportagem: em um momento afirma-se que ele já tem 800 mil milhas no Smiles e vai transferir mais 400 mil (totalizando 1.2 milhões) e em outro que ele terá 1 milhão de milhas, se tornando o campeão brasileiro de milhas no Smiles. Vamos assumir o saldo de 1 milhão de milhas.
Precisamos ainda fazer uma suposição sobre a cotação do dólar de conversão dos pontos. Sem ter maiores informações sobre qual período do mês ele utilizou para fazer os pagamentos e ter o crédito das milhas, vamos supor que foram diluídos ao longo dos meses. Adotaremos a tabela de cotações do dólar comercial, obtida no site x-rates.com:
| Mês | Cotação US$ em R$ [1] |
|---|---|
| out/08 | 2,182 |
| nov/08 | 2,267 |
| dez/08 | 2,394 |
| jan/09 | 2,312 |
| fev/09 | 2,322 |
| mar/09 | 2,316 |
| abr/09 | 2,212 |
| mai/09 | 2,074 |
| jun/09 | 1,954 |
| jul/09 | 1,933 |
| ago/09 | 1,844 |
| set/09 | 1,822 |
| out/09 | 1,740 |
| nov/09 | 1,728 |
| dez/09 | 1,750 |
| jan/10 | 1,770 |
| Média | R$ 2,039 |
Fonte dos dados: http://www.x-rates.com/d/BRL/USD/hist2008.html
Supondo ainda que os gastos foram distribuídos uniformemente entre os meses, ele tem que ter gasto em seu cartão de crédito o valor de = 1.000.000 / 1.5 * 2.039 = R$ 1.359.103,80 em um período de 16 meses.
Vamos supor ainda que todo esse montante foi gasto em Pague Contas, dando um valor médio mensal de R$ 84.958,34.
Dadas as premissas anteriores, vamos agora considerar agora dois cenários diferentes:
Fazendo as contas, temos a seguinte tabela comparativa:
| Cenário | Total de Contas | Tarifa Pague Contas | Total de Tarifas Pagas | Total de Milhas Acumuladas |
|---|---|---|---|---|
| Cenário 1 | R$ 1.359.103,80 | 1,99% | R$ 27.046,16 | 1.000.000 |
| Cenário 2 | R$ 1.359.103,80 | 0,1327% | R$ 1.803,98 | 1.000.000 |
De maneira análoga à nossa análise financeira do Pague Contas em nosso artigo sobre o tema, consideremos ainda um Cenário 3, no qual ele tivesse investido mensalmente o valor equivalente ao Pague Contas do Cenário 1 em fundo multimercado, com rendimento já liquido de impostos de 10% a.a. Temos então a tabela comparativa abaixo, onde consideramos o valor das milhas a mercado hoje em R$ 300,00 por cada 10.000:
| Opção | Valor investido (R$) | Montante ao final de 16 meses (R$) | Retorno (R$) | Retorno (%) |
|---|---|---|---|---|
| Cenário 1: Pague Contas 1,99% fixo | 16 x 1690,38 = 27.046,16 | 30.000,00 | 2.953,84 | 10,92 % |
| Cenário 2: Pague Contas Pro Rata | 16 x 112,75 = 1.803,98 | 30.000,00 | 28.196,02 | 1.562,93 % |
| Cenário 3: Fundo Multimercado | 16 x 1690,38 = 27.046,16 | 28.796,70 | 1.750,54 | 6,47% |
Notamos que no Cenário 1 o rendimento comparativo ao investimento em fundo multimercado foi levemente superior. Entretanto, essa diferença não se tornaria vantajosa o suficiente para pagar o seu custo de oportunidade, se você levar em conta o elefante branco que é ter 1.000.000 de milhas. Certamente você não consegue realizar esse valor em um bem tangível em pouco tempo, enquanto o montante no seu fundo de investimento poderia ser utilizado a qualquer momento. Assim, somente pelo argumento do retorno financeiro, o Cenário 1 seria descartado.
Já no cenário 2, de fato o retorno foi enorme, e provavelmente deve ter sido o que mais se aproxima do que nosso colega “VT” fez para atingir seu 1 milhão de milhas. Antes que você tente replicar a estratégia dele, devemos ressaltar que há várias ressalvas que a comprometem, dentre elas:
Por essas razões, não recomendamos a ninguém tentar replicar tal feito. Caso você deseje avaliar para o seu caso a viabilidade de incrementar sua conta de milhagem com o Pague Contas, recomendo a leitura da página: .
Atualização em 7 de março de 2010: o Itaú, conforme se cogitava na época que escrevi esse post, descontinuou o Pague Contas pro rata, passando a adotar a taxa fixa, como os outros bancos fazem. Isso parece corroborar nossa avaliação do Cenário B, no qual o banco estava realizando prejuízo com esse serviço.
Vamos analisar sob uma perspectiva econômica o acúmulo de milhas com cartão de crédito. Há três principais atores envolvidos nessa situação: 1) Você, 2) O banco que administra seu cartão de crédito, 3) A companhia aérea na qual você vai obter suas milhas.
Todos sabemos que não existe almoço de graça. Por mais que você siga uma estratégia mais moderada de acumulo de milhas, e você opte por utilizar o Pague Contas como parte dessa estratégia, fazendo a sua própria planilha de simulação e vendo que o resultado será positivo para você, tenha certeza que tanto a Companhia Aérea quanto o Banco que opera seu cartão de crédito também estarão ganhando com essa história.
Bancos e Companhias Aéreas são empresas, administradas com o fim de maximizar o valor para seus acionistas através de geração de lucros (dividendos) sobre o capital investido (ações). Se em algum momento uma dada estratégia parece boa de mais para ser verdade, é por que provavelmente tem alguma distorção na equação. Dinheiro não cai do céu, e para ter um retorno de mais de 1500% sobre um investimento (como no caso do Cenário 2 acima) em 16 meses, pode ter certeza que isso foi às custas de prejuízo para um dos elos.
Consideremos agora alguns cenários para a análise econômica:
Note que ao acumular pontos no seu programa de cartão de crédito, você ainda não está acumulando milhas (a excessão de alguns cartões que já convertem diretamente seu saldo mensal em milhas, como o Smiles do Banco do Brasil/Bradesco). Portanto durante todo o período de acúmulo até a conversão para milhas, a transação é feita só entre você e o Banco administrador do seu cartão. No momento que você pede o resgate, o banco tem que ter as milhas para te creditar. Ele negocia então periodicamente a compra de milhas com a Cia Aérea, para poder pagar aos seus clientes quanto eles pedem resgate.
Como os Bancos tem sempre um caixa muito melhor que as Cias Aéreas, eles tem maior poder de barganha, e podem portanto se aproveitar de situações quando as Cias estão com o caixa particularmente problemático, e comprar milhas com uma taxa de desconto bem vultuosa. O preço que geralmente se transaciona as milhas são de 1 centavo de dólar. Em valores atuais, 1 milhão de milhas portanto custariam ao Banco R$ 18.000,00. Como no Cenário 2 você teria pago R$ 1.803,98 em tarifas, a única maneira da conta fechar positiva para o banco é às custas de prejuízo para a Cia Aérea, ou seja: um valor 10x menor por cada milha, 0,1 centavo de dólar por milha ao invés de 1 centavo.
O outro possível cenário, que me parece mais provável, embasado inclusive na atitude do Itaú de descontinuar o pagamento de contas pro rata, seria o banco estar no prejuízo.
Digamos que ele compre as milhas no valor comumente transacionado no mercado entre as operadoras: 1 centavo de dólar por milha. Você paga R$ 1.803,98 em tarifa pague contas e o banco te credita 1 milhão de milhas, pagando por elas R$ 18.000,00. Resultado: o banco perde R$ 16.196,02 com essa transação.
A minha teoria do porquê o pague contas com pro rata não foi cancelado antes pelo Itaú, é que os produtos devem ter sido implementados em paralelo, sem antever que alguns clientes descobririam esse ‘buraco’ no sistema.
Além disso, administrar o portfólio de produtos financeiros de um grande conglomerado financeiro como o Itaú é uma tarefa dantesca, e por mais que várias pessoas tenham se aproveitado dessa brecha (como nosso campeão milheiro, “VT”), se eles olharem os indicadores de rentabilidade para a carteira de cartões como um todo, ela vai continuar extremamente lucrativa. Só as tarifas e taxas de juros cobradas no rotativo certamente cobrem com folga esses valores, de maneira que sem saber onde procurar, ninguém teria notado o problema.
Porém quando se olha especificamente esse segmento de clientes que fazem o uso do Pague Contas com pro rata, antecipando o pagamento em poucos dias na seqüência, porém acumulando milhas pelo prazo integral, vê-se que toda transação do tipo gera prejuízo para o banco.
O caminho que o Itaú parece estar seguindo é tornar a sua taxa fixa, como os outros bancos já fazem (BB, HSBC, Santander, Unibanco, American Express). Uma outra alternativa que eu visualizo, que manteria a funcionalidade do Pague Contas como está, seria simplesmente fazer com que o acúmulo de milhas também fosse pro rata. Ou seja, se você antecipou o pagamento de contas em 2 dias depois, pagaria 2/30 avos de juros, porém só acumularia 2/30 avos das milhas também.
Uma outra possibilidade, seria que ainda que o banco perdesse dinheiro com cada transação de antecipamento de pagamento no Pague Contas, o fato de que muitos clientes não fazem essa antecipação, alguns pagando inclusive juros sobre 40 dias, tornaria a conta positiva para o banco.
Dessa maneira, o prejuízo gerado pelos clientes pagando contas antecipadamente e recebendo milhas integrais nessa transação, seria compensando pela receita dos clientes que pagam os juros pro rata integrais, inclusive para períodos superiores a 30 dias.
Note que nesse caso, como não temos informações mais detalhadas sobre o portfolio de cartões de crédito do Itaú e do perfil de utilização do Pague Contas pelos seus clientes, não temos todas as informações necessárias para completar esse cenário.
Uma maneira de tentar responder essa questão é fazer uma analogia com risco de crédito. Uma das métricas que se costuma utilizar em gerenciamento de risco para avaliar uma carteira de crédito, é o número de clientes adimplentes (bons) que você precisa para compensar um inadimplente (mau). Quanto maior esse índice, mais conservadores tendem a ser as políticas de crédito na entrada.
Vamos imaginar um portfólio de cartões de financeiras, como uma Fininvest. As taxas de juros costumam ser bem altas, porém os limites de crédito não são muito grandes. Cada cliente que entra em inadimplência, portanto, não tem como dar um prejuízo desproporcionalmente alto, pois o máximo que ele pode deixar de pagar é o que lhe foi emprestado com seu parco limite. Além disso, como as taxas de juros são tão altas, alguns poucos clientes bons que entram no rotativo são o suficiente para pagar esse prejuízo.
Consideremos agora outra carteira de crédito: financiamento de caminhões ou veículos pesados para empresas. As taxas de juros costumam ser reduzidíssimas e portanto a margem de lucro por cada empréstimo individual é baixa. Além disso, o valor de cada contrato costuma ser altíssimo. Um único cliente inadimplente pode gerar uma perda de centenas de milhares de reais. O número de bons para cada mau é muito maior que no caso anterior.
Nesse caso, as políticas de crédito na entrada costumam ser muito mais conservadoras na segunda situação. Ou seja, quanto maior o seu prejuízo comparativo por contrato inadimplente, mais criterioso você tende a ser na entrada para evitar que sua carteira de crédito vire um abacaxi.
Para trazer esses conceitos ao nosso caso do Pague Contas, definiremos como bom o cliente que utiliza o Pague Contas sem antecipação de pagamentos, e mau o que faz a antecipação. Quantos bons são necessários para pagar cada mau?
A chave aqui parece ser focar no mau: quantos clientes do Pague Contas pagando tarifa total seriam necessários para compensar os R$ 16.196,02 que o banco perdeu na transação hipotética do nosso cenário 2?
Vamos supor que cada um em média pague R$ 2.000,00 em contas, obtendo sempre 40 dias para pagar, pagando assim 2,67% de taxa: R$ 53,40. Em um ano, teríamos por bom, um retorno de R$ 845,40 em tarifas. Assim, seriam necessários 19 bons (19 x R$ 845,40 = R$ 16.233,60) para cobrir esse mau.
Não é uma taxa muito alta por padrões de risco de crédito, porém deve-se considerar que a cada incremento no número de clientes utilizando o Pague Contas com pagamento antecipado, o incremento no número de clientes que não utilizam a antecipação tem que ser multiplicado por essa taxa.
Nessa situação, o banco poderia manter o Pague Contas com juros pro rata, avaliando talvez que o que ele perde com as transações de antecipação é menor do que ele perderia em attrition de clientes encerrando seus cartões de crédito e/ou migrando para outros bancos pelo fato da descontinuidade do serviço.
Fernando, o incansável!
Mais um artigo esclarecedor, principalmente sob o ponto-de-vista da relação custo/benefício. E a conclusão é claríssima: o custo NÃO compensa o benefício. Meus parabéns, cara!
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe
E X C E L E N T E!
Belíssimo Post.
No more comments.
Fernando, discordo que os bons clientes do banco fossem os que não faziam pagamento avulso, Tenho para mim que os bons clientes que o banco focava eram aqueles que acabavam caindo nos juros e encargos em algum momento, mas de fato concluíram que esses não compensavam o revés dos maus clientes.
Fernando,
Adorei o seu artigo, que explica de forma detalhada as contas que eu sempre fazia como matemático e estatístico formado no mesmo lugar que você.
Entretanto, há de se considerar que no cenário de pagamento antecipado pró-rata, havia IOF de 0,38% sobre a transação, o que tornava o uso um pouco complicado por este custo adicional.
Há, ainda, a alternativa dos cartões Visa Infinite e MasterCard Black do BB, mas estes dão 2pt/dólar e cobram 2,50% a.m. e não 1,99% a.m.
Saudações!
Tem razão Rodrigo. Lapso meu, de fato tem que ser considerado o IOF da operação, que imagino que era cobrado mesmo que fosse feita a antecipação do pagamento – o que torna a conta ainda mais desvantajosa.
Boa Noite Fernando, vamos ver se entendi.
Analisando hipoteticamente se com 50.000 milhas vc consegue emitir um bilhete ida e volta BRA/EUA, no caso ele teria direito a 20 passagens que hoje custa por volta de R$ 2.000,00 e daria um total de R$ 40.000,00, pelos seus cálculos ele “teria” economizado quase R$ 38.200,00, vamos lá;
- Quem garante que depois da divulgação dessa matéria ele consiga emitir os bilhetes ou vender as ditas milhas;
- Já que foi divulgado, quem garante que o Leão também não se interesse pelo caso;
- Se o prazo pra expirar as milhas seria de até 24 ou 36 meses depende de contrato das operadoras, ele teria que fazer em média uma viagem a cada mês e meio;
- Contando com taxas aeroportuarias, taxis, hospedagens, compras, alimentação, etc., mesmo ele sendo mochileiro e passe no máximo 05 dias no destino, já gera algum custo;
- Portanto na minha opinião, acho que ele tem mais a perder do que ganhar, porque pelo que eu entendi ele usou uma brecha no sistema, tanto que o banco corrigiu, acho que se ele tivesze ficado anônimo e utilizado alguma parte e vendido outra, poderia sair dessa com algum lucro.
Não sei qual foi o final da estória, mas decidi entrar na conversa, que parabéns, por sinal muito inteligente e emitir a minha opinião.
Abraços
Considere o seguinte:
a) o custo/milha viajando na Business Class é menor do que na Economica, na mesma data;
b) qto custaria um ticket na Executiva naquela data;
c) se vc utilizar o pague contas do HSBC, o qual é muito desvantajoso, o custo de cada 10.000 milhas será por volta de R$260,00 (Dolar a R$1,85 e cada Dolar gasto valendo 1,5 milha).
d)Uma passagem Business Class (TAM) ida e volta pra Europa, na baixa estação, custa, no mínimo R$6000,00, paga em até 10 vezes. Por outro lado são necessárias 110.000 milhas para a emissão dessa passagem. Portanto, o custo dessa passagem utilizando o pague contas do HSBC seria de R$260,00 x 11 = R$2.860 o que representa uma economia de R$3.140,00, o que é um excelente negócio.
Há que considerar que as contas teriam que ser pagas, (utilizando ou não o Pague Contas), o que justifica ainda mais o uso do Pague Contas, pois, resulta lucrativo.
O mecanismo permite a compra, de forma parcelada (durante o período de acumulo das milhas), de uma passagem na Business Class com um desconto de 52% em relação ao melhor preço do mercado!
Na alta estação a vantagem será menor mas mesmo assim compensa.
Abraços
vai fazer 1 ano das novas regras para pagamentos de contas onde temos casos de pro-rata de 2,99, (itau)+ iof que aceita antecipação pro-rata de 1,89 (bb)+ iof que não da os pontos em quaso de antecipação e estorno do juros e tarifa fixa Santander com limites para pagamentos diarios e mensais, com todos essas variantes mesmo assim foi um otimo ano tenho registrado o custo medio de 5531 reais por cada milhão de milhas acumuladas o bb ja que não estorna o juros é o pior ficando em média de 16 mil por milhão de pontos (quase não uso apenas 3,5% dos meus pontos vieram do bb apenas 280 mil pontos) o itau vem em segundo 6500,00 por milhão e o melhor de todos e imbativel santander black (pois nao cobra iof) com custo atual de 1800 por milhão (atualmente com limite de valor maximo aceito) , ja cheguei a ter o custo no santander de 836 quando podia pagar valores acima de 10 mil, realmente no calculo acima falta os 0,38% do iof que faz uma diferença enorme visto que o custo do milhão pula dos 1800 (sem iof) para mais de 6000 (com iof).